segunda-feira, 2 de maio de 2011

Preço do combustível é motivo de discórdia em todo mundo

   No Brasil o preço do combustível atingiu preços abusivos nos últimos meses, subindo todo mês e se mantendo sempre lá em cima.   A população não pode deixar de rodar com seus veículos porque é fato que o sistema de transporte público, principalmente das grandes metrópoles não é suficiente para absorver toda a demanda populacional existente.

   Em São Paulo, o preço do combustível atingiu níveis exorbitantes.   A gasolina comum é encontrada na casa de R$ 2,80 em todos os postos da capital, enquanto o preço do etanol gira em torno de R$ 2,50 nos mesmos postos, em casos raros sendo encontrado próximo de R$ 2,30, mas nunca por menos.   Isso é claro quando os postos têm ainda etanol para fornecer.

   O combustível derivado da cana-de-açúcar chegou ao nível em que está porque os usineiros, percebendo a falta de açúcar no mercado internacional, trocaram a produção de etanol pelo açúcar para exportação - muito mais vantajosa para seu negócio – em meio à entressafra brasileira deixando o estoque do combustível baixo jogando assim o preço nas alturas.   Como 80% da frota brasileira hoje é flex e na mesma porcentagem, eles rodavam com álcool, o baque no bolso ao parar para abastecer foi perceptível.

   A gasolina voltou a ser procurada pelo consumidor quando o álcool atingiu um nível em que a proporção para o preço da gasolina não era mais vantajoso e isso aumentou o preço também, porque a demanda se tornou igualmente maior que a produção vigente do combustível fóssil.

   O brasileiro não foi às ruas e nem parou de abastecer, mas começou uma campanha nas redes sociais para demonstrar sua revolta contra o abuso no preço do combustível, onde convocava todos a um ato de repúdio ao valor do combustível.   Isso repercutiu e o governo se reuniu para discutir o abastecimento agora e para os próximos 10 anos no mercado interno sem abrir mão da cota para exportação.

   Dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que em 2010 o consumo de etanol foi de 22,1 bilhões no país, queda de 2,1% em relação a 2009. Segundo a agência, essa foi a primeira queda desde 2003 quando surgiram os primeiros modelos flex no mercado.

   Se você acha que o combustível com preços exorbitantes em relação ao nível de vida da população é exclusividade do Brasil está muito errado.   Essa semana na Itália houve um movimento onde as pessoas correram para as bombas ao serem informados que haveria um aumento no preço, bem como incentivou a criação de um aplicativo para smartphones chamado Preço de Gasolina, que monitora o preço dos combustíveis na área onde você está num raio de 10 km e mostra a melhor opção.

   Na Alemanha, o caso envolvendo combustível beira o bizarro.   Um posto de combustível na cidade de Filderstadt, próximo a Stuttgart, colocou o preço da gasolina premium ao preço de 9.99 euros o litro, o que na cotação atual é o equivalente a R$ 23,36 por litro, para coibir a compra do combustível pelos motoristas.

   A desculpa dada pelos proprietários a um jornal local é a de que eles aumentaram o preço tentando evitar que a gasolina acabasse no momento em que o país enfrenta uma seca nas bombas semelhante ao caso brasileiro.

   O problema é que a "pequena" mudança no preço não foi devidamente apresentada e muitos motoristas enchiam o tanque de seus carros [na Europa a maioria dos postos você mesmo é quem abastece seu carro e na hora de pagar tinham uma amarga surpresa com cifras que chegaram a 210 euros por 21 litros de gasolina e que terminou como caso de polícia.

   A solução no Brasil parece estar longe, mas ontem, 28, o Secretário-adjunto de política econômica do Ministro da Fazenda, Gilson Bittencourt, disse que a partir de maio o abastecimento do etanol nos postos será normalizado e que os preços devem começar a cair novamente.   Bittencourt disse que em conversa com representantes da União da Indústria de Cana-de-açúcar (UNICA), eles garantiram que o fornecimento será restabelecido com o fim da entressafra da cana de açúcar.

   O representante do governo finalizou dizendo que espera ver uma queda no preço da gasolina como resultado do fornecimento de álcool novamente.   "Se tiver mais álcool, você força uma menor demanda do álcool anidro [que é o álcool misturado em 23% a gasolina].   Isso tende a baixar o preço do álcool anidro e conseqüentemente o da gasolina.   Quanto mais cair um, mais tende a cair outro", declarou.

   É nítido com as notícias acima que o mercado automotivo precisa e deve continuar investindo em pesquisas para novas fontes de energia renováveis para os automóveis, sem que haja perda de desempenho ou conforto.   Hoje, os híbridos e os elétricos já são o presente e não mais o futuro.   Tecnologias como a de célula de hidrogênio que tem sido testadas, podem levar o conceito de combustível e mobilidade a outro nível ainda.   A nós resta esperar, afinal como diz a música: “o novo sempre vem”.

Fonte: Carmagazine

Um comentário:

  1. É um absurdo um país autosuficiente como o Brasil praticar preços tão elevados nos combustiveis.
    Hoje passei por cinco postos até conseguir abastecer e paguei mais de três reais o litro!
    Comida cara, serviços caros, gasolina cara...
    que governo fantástico!!!

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