sexta-feira, 19 de julho de 2013

ASSUSTADOR - TODA A VERDADE SOBRE A FALÊNCIA DA PETROBRAS

Vale a pena ler....
4 dedinhos de prosa sobre a Petrobras – Uma visão Contábil-Econômica e sobre
o seu futuro Publicado em Opinião

Dedinho de Prosa 1
Você lembra, há sete anos atrás, nosso então presidente afirmando que,
pela primeira vez na historia desse país, o Brasil alcançou a autossuficiência
na produção de petróleo ?
Eu lembro.
E qual é a verdade passados 7 anos ?
A verdade é que a Petrobras tem produzido cada vez menos, mesmo
encontrando cada vez mais jazidas.
Só em 2012 o Brasil importou R$ 15 bilhões em derivados de petróleo.
Nesses mesmos 7 anos a balança comercial do petróleo e derivados
apresentou um déficit superior a R$ 57 bilhões. Para se ter uma ideia, esse número
é maior do que os R$ 50 bilhões que o governo pretende investir esse ano em Infraestrutura.
Em 2012 a produção da Petrobras caiu 2%.
Começamos 2013 pior ainda: A produção de janeiro caiu 3,3% e fevereiro recuou 2,25%.
A Petrobras está “crescendo” que nem rabo de cavalo: pra baixo.

Dedinho de Prosa 2
Você lembra que a primeira coisa que o presidente Lula fez (depois de ter tomado
umRomanée Conti) foi cancelar as compras das plataformas para a Petrobras que
o antigo presidente tinha feito, pois era um absurdo comprar coisas do estrangeiro
sendo que nossa indústria naval esta sendo sucateada?
Eu lembro.
E qual a verdade passados 10 anos?
A verdade é terrível e passa pelo que esse governo aprendeu a fazer (não sei como):
Maquiagem de balanço.
Esse governo atual levou a Petrobras ao limite máximo, e perigoso, de endividamento,
ou seja quase 3 vezes a sua geração de resultados.
Assim, decidiram não mais endividá-la, contabilmente, e como cada plataforma
custa R$ 3 bilhões cancelaram as compras nacionais, levando o SINAVAL –
Sindicado Naval – a denunciar a perda constante de postos de trabalhos.
E como estão fazendo?
Simples!! Em vez de comprar, alugam. Assim, a contabilização é em despesa e
não em passivo a pagar.
Mas quanto fica esse aluguel? Mais barato que comprar?
Em 2011 a Petrobras gastou R$ 4 bilhões em locação. Em 2012, R$ 6 bilhões.
Mas pelo menos contratou-se empresas brasileiras?
Todas as locações de plataformas são de empresas estrangeiras.
Na realidade não sei se isso é maquiagem do balanço ou maquiagem do destino
final do dinheiro.

Dedinho de Prosa 3
Você lembra que o PT, para ganhar as eleições, diz o tempo todo que é contrario
às privatizações? E que exemplo de gestão pública é o caso da Petrobras?
Eu lembro.
E qual é a verdade.
A resposta já seria fácil só pela simples leitura do acima. Mas deixem-me
prosear mais um causo.
Em 2006 uma empresa belga comprou uma falida refinaria no Texas por
US$ 42 milhões. Poucos meses depois essa empresa vendeu essa refinaria
por US$ 1,2 bilhão. Adivinhe quem foi o felizardo comprador?
Isso mesmo, a nossa Petrobras.

Passado pouco tempo, acredite, a Petrobras verificou que tinha feito um mal
negócio e resolveu vender tal refinaria. Mandou avaliar. Foi avaliada por menos
de US$ 100 milhões. Colocou a venda. O Tribunal de Contas da União resolveu
investigar essas estranhas negociações que gerariam um prejuízo de mais de
US$ 1 bilhão. A Petrobras suspendeu imediatamente a venda. Só no balanço
do ano passado consta mais de R$ 450 milhões de despesas com essa
estupenda refinaria.
Mas isso são negócios no exterior. Como são os negócios da Petrobras
no Brasil? São rentáveis?
Mais ou menos.
O antecessor da Dilma, aquele aposentado por invalidez (lembra, aquele que
não tinha um dedo), selou um acordo com outro ex-presidente, grande estadista,
o Chávez (infelizmente esse já morreu), para construção da Refinaria Abreu e Lima,
em Pernambuco, terra natal do vivente. Os dois calcularam, na ponta do lápis, o
desembolso da Petrobras nessa Parceria: R$ 5 bilhões.
Qual a realidade atual?
O último relatório da Petrobras aponta um custo até hoje de R$ 35 bilhões.

Mais duas prosinhas:
Nas vésperas de eleições o nosso nordestino presidente lançou a construção
de duas Refinarias Premiuns. Onde? Uma no Maranhão e outra no Ceará.
E como estão? Projetos suspensos. Por que? Agora constatou-se que não há
certeza da rentabilidade na operação dessas refinarias.
Vendo tudo isso, me rebelo: Deus foi injusto em levar o Chávez.

Dedinho de Prosa 4
Você lembra da cena daqueles 4 dedinhos sujos de petróleo? Aquele nosso
ex-presidente em cima de uma plataforma sujando a mão no óleo (acho que
foi a única vez na vida) para convencer os trabalhadores a retirarem o dinheiro
do FGTS e investirem na Petrobras?
Eu lembro.
E o que aconteceu?
Os trabalhadores perderam 50% do patrimônio que retiraram do FGTS.
Mas como isso aconteceu?
O Mercado Financeiro, que não é controlado ou subornado por ninguém,
começou a perceber que empresa é de fato a Petrobras e sua avaliação
não para de cair.
O Mercado, e os investidores, perceberam que a empresa está sendo
manipulada com intuitos puramente políticos, ou como “cabides de empregos”
ou para mascarar a inflação, não reajustando seus preços a parâmetros internacionais.

Pior ainda.
A Petrobras ajuda nosso país vizinho, a Argentina, a aprimorar essa prática
de mascarar a inflação.
Como assim?
Simples: na Argentina a gasolina é vendida nos postos a aproximadamente o
equivalente a R$ 0,98 o litro (aqui você sabe que pagamos em média R$ 2,80).
Como consegue isso?
A Petrobras exportou, durante anos, para a Argentina gasolina a R$ 0,65.
Detalhe: exporta gasolina limpa, sem misturas com álcool ou outros aditivos.
É por essas, e outras, que a Petrobras é uma amostra do que acontece na
administração total do nosso país, inclusive levando o Brasil a registrar um
déficit na balança comercial, no primeiro trimestre de 2013, de US$ 5,1 bi, algo
que não acontecia há 12 anos.
Esse ano a Petrobras completará 60 anos. Teve como seu slogan mais forte:
O Petróleo é Nosso.
A pergunta atual é: e o dinheiro vai pra quem?

Dedinho de Prosa 5
Pérai – estará dizendo meu infortunado leitor – o título preconiza 4 dedinhos
de prosa e você chegou no 5 !!!
Pois é. Eu tenho 5 dedos em cada mão. Eu trabalho honestamente e não
estou aposentado. E não poderia deixar de relatar minha visão sobre o
futuro da Petrobras, sua atual direção e o pré-sal.
Atualmente a Petrobras e presidida por Graça Foster. Nasceu no Complexo do Alemão,
no Rio de Janeiro, começou a trabalhar com 21 anos como estagiária na Petrobras,
formou-se em engenharia na Universidade Fluminense, foi promovida para engenheira
de perfuração e hoje é presidente da Petrobras. Ah, quase esqueci o mais importante,
de 2003 a 2005 acumulou também a função de secretária da Dilma.

Com essa vasta experiência acadêmica, profissional, internacional e de gestão,
a Graça fechou o balanço da Petrobras de 2012 apresentando um Passivo a Pagar
de R$ 332,3 bilhões, tendo apenas como Ativo Realizável R$ 118,1 bilhões. Ou seja,
a Petrobras deve 3 vezes o que tem em caixa. Apresentou também em 2012 o
menor lucro dos últimos 8 anos, R$ 20,9 bilhões, embora a receita bruta cresça
em torno de 20% ao ano.
Diante desse cenário, a Graça resolveu “gerar” dinheiro, pois serão necessários
para o pré-sal R$ 237 bilhões até 2016.
Tanto investimento no pré-sal, mas ele dará retorno?
Ninguém sabe.

Veja:
De 1980 a 2004, o barril de petróleo era negociado a US$ 40.
De 2004 a 2009 a US$ 70 e hoje na casa do US$ 90.
Mas essa cotação esta caindo pois as reservas mundiais de petróleo estão
abarrotadas. Os EUA estão com o dobro da capacidade estocada.
A tendência é de queda. Cada vez mais se descobrem, e são adotadas,
novas alternativas energéticas.
Ai que mora o problema.
O petróleo do pré-sal custa em torno de US$ 50 a 70 para ser extraído.
E se o preço internacional cair abaixo disso? Gastaremos mais para vender
por menos? E as outras soluções energéticas que estão chegando?
Mas a Graça tem que dar continuidade ao projeto, tem que gerar dinheiro.
Mas como?
Vendendo os ativos da Petrobras, atitude essa como qualquer empresa em
fase pré-falimentar faria.
Ah, vendendo ativos não operacionais e defasados?
Não!!
Vendendo tudo que gera energia renovável, comoparques eólicos, centrais
hidrelétricas e termelétricas.
Mas isso tem lógica? Ela decide tudo isso sozinha?
Não!!
Ela recebe ordens do Presidente do Conselho de Administração
da Petrobras: Sr.Guido Mantega.
E o Mantega responde a quem?
Bem, o chefe continua em plena atividade. Nos últimos meses, de jatinho
particular, ele está “ajudando” o amigo Eike Batista e seu diretor Pires Neto
afastado no ano passado do Ministério dos Transportes por escândalos
ligados aos mensaleiros) a vender sondas petroleiras que a OGX comprou
no exterior e que não tem utilidade. E o “coitado” do Eike pediu auxilio ao
companheiro pois as ações da OGX já caíram 90% esse ano.
Adivinha como vão ajudá-lo? Adivinha para quem eles estão tramando a
venda dessas inúteis sondas?
Petrobras.

O chefe deu mais ordens: Em agosto de 2012 a Dilma lançou o “pacote ferroviário”
de R$ 91 bilhões. Teria como principal meta escoar o petróleo do pré-sal.
Advinha qual foi o principal beneficiado com as primeiras estradas de ferro?
Eike Batista.
Pior. Além de utilizarem dinheiro publico para atender uma empresa privada,
fizerem um acordo chamado Modelo Ferroviário.
Sabe como funciona?
Simples:
Por esse Modelo o Eike não precisará colocar nenhum centavo para o transporte.
O governo pagará tudo. Funcionará assim: Uma empresa constrói as ferrovias;
o governo compra toda a capacidade de transporte e repassa para as empresas
interessadas em usar os trilhos. Se não houver demanda, ou se for parcial,
o governo paga totalmente a conta.
Não é um excelente negócio?
Não para a Petrobras. Não para o Pais. E bom para……

Depois de relatar tudo isso, se você ainda estiver lendo, e eu puder dar um
conselho antes das próximas eleições, ai vai:
Não compre ações da Petrobras.


Marco Antonio Pinto de Faria
Bacharel em Ciências Contábeis, Administrador de Empresas, Auditor,
Presidente e Fundador do Grupo SKILL composto por empresas atuantes
no mercado há 34 anos, oferecendo serviços de Consultoria Tributária,
Contabilidade e Tecnologia da Informação. Integrante do IBRACON –
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

A Incompetência do Governo e as Manifestações Populares.

   Estamos passando por um momento crítico no Brasil, a nação não suporta mais o excedente descaso das autoridades com os serviços básicos e essenciais, não tolera a escrachada corrução que está entranhada em todas as esferas do poder público, como uma metástase cancerosa.
   O Governo Federal regido pelo atual partido dos trabalhadores esta a beira do colapso econômico, a beira a incredulidade comercial internacional e a beira da fúria do seu próprio povo.   A economia está colapsando com a desvalorização do Real e com a falta de produtividade do país, com isso a inflação corrói a renda da população.
   O Governo gastou o que não podia com políticas assistencialistas populistas e com esquemas de corrupção que pairam na estratosfera.
   A Copa do Mundo no Brasil está sendo um péssimo negócio, pois o país gasta o décuplo do que deveria e não cumpri grande parte das obras de infraestrutura necessárias e exigidas pelos comitês internacionais.
   A multiplicidade de ideologias e partidos dificulta os andamentos de votações cruciais, como a reforma tributária dentre outras.
   A lentidão do judiciário atrapalha todas as empresas que pretendem fazer negócios no Brasil e faz com que investidores internacionais olhem para o país com incredulidade.
   A ineficiência e a má vontade do executivo em implementar as reformas necessárias para nosso crescimento levam nossas empresas a perderem competitividade do exterior.
   As reivindicações da população são mais que justas e dignas e o Governo em todas as suas esferas já deveria estar ouvindo e negociando com os manifestantes sua reivindicações e não se escondendo nos palácios atrás de sua cavalaria montada e de seus atiradores de elite.
   Somos uma nação grande e trabalhadora e vamos construir um grande país.

Eng. Alberto Cohen Filho
 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ministro de Estado da Defesa proferirá Aula Magna no Inest da UFF







21/5/2013
Frederico Canequela


O ministro de Estado da Defesa, embaixador Celso Amorim, vai proferir a Aula Magna deste ano do Instituto de Estudos Estratégicos (Inest) da Universidade Federal Fluminense.

A apresentação ocorrerá no dia 27 de maio, às 10h, no Auditório Florestan Fernandes da Faculdade de Educação, Campus do Gragoatá, Bloco D, São Domingos, Niterói. O evento terá transmissão ao vivo pela WebTV, emwww.webtv.uff.br, uma parceria da Unitevê com a Superintendência de Tecnologia da Informação (STI). 

Celso Amorim foi ministro das Relações Exteriores, embaixador do Brasil no Reino Unido e chefiou a missão permanente do Brasil na ONU. Em agosto de 2011, assumiu seu cargo atual. 


sexta-feira, 22 de março de 2013

Hoje o Rio de Janeiro foi palco de desrespeito a vida e a cultura indígena.

   Um casarão abandonado desde a década de 1970, onde funcionou o Museu do Índio, estava ocupado por indígenas desde 2006.
   Com a chegada da copa o governo do estado deu uma nova direção arquitetônica para o Maracanã e para o entorno do mesmo.  O Museu do Índio encontra-se no entorno do Maracanã. 
   Em função dessa direção "urbanística e arquitetônica" o governo recorreu a Justiça Estadual para obter a posse do local.   E conseguiu!!
   Dessa forma hoje executou essa desocupação com balas de borracha, gás lacrimogênio, spray pimenta e muita truculência!!
   Essa é a forma como o Brasil e Estado do Rio de Janeiro tratam seus indígenas, que isso seja levado aos órgãos internacionais.
Alberto Cohen Filho

Segue notícia do G1.

PMs usaram spray de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo.
Por volta das 13h, os pertences dos índios foram retirados do antigo museu


Integrante do Femen é detida pela PM por protestar com os seios de fora em ato contra desocupação do antigo Museu do Índio (Foto: CHRISTOPHE SIMON/ AFP PHOTO)Integrante do Femen é detida pela PM 
(Foto: Christophe Simon/ AFP Photo)
Manifestante é ferido do bala de borracha durante desocupação do Museu do Índio. (Foto: Reprodução / TV Globo)Manifestante passa mal ( Reprodução / TV Globo)
Fotógrafo do jornal O Globo, Pablo Jacob foi ferido por uma bomba de gás lacrimogêneo durante desocupação do Museu do Índio. (Foto: Isabela Marinho / G1)Fotógrafo Pablo Jacob foi ferido por uma bomba de
gás lacrimogêneo (Foto: Isabela Marinho / G1)
Mapa Rio de Janeiro - Museu do Índio no Maracanã atualizado. (Foto: Editoria de Arte / G1)
Policiais do Batalhão de Choque entraram no antigo Museu do Índio, no Maracanã, na Zona Norte do Rio, e os indígenas começaram a desocupar o prédio por volta das 11h45 desta sexta-feira (22). O clima ficou tenso, houve confronto, e os PMs utilizaram spray de pimenta e gás lacrimogêneo. Os policiais dispararam tiros de bala de borracha. Manifestantes revoltados, muitos com os rostos pintados, ocuparam as vias no entorno e bloquearam a Radial Oeste nos dois sentidos. Um dos manifestantes passou mal e foi socorrido pelo Samu.
A invasão aconteceu após término da negociação, que começou às 3h com a chegada do Choque. Pouco antes das 11h, a PM começou a desfazer o cerco, dando indício de que havia um acordo, mas o clima de tranquilidade durou pouco: às 11h30, um grupo ateou fogo em uma oca erguida no terreno e começou a fazer uma dança. Bombeiros foram acionados para apagar as chamas.
Pouco depois, o Choque se posicionou e invadiu o local. Segundo o coronel Frederico Caldas, a decisão de entrar no antigo museu ocorreu por causa do incêndio na oca. "A Polícia Militar agiu na legalidade para uma saída negociada até que eles resolveram por fogo, que já estava se alastrando pelas árvores", afirmou o oficial. Segundo o coronel, na operação havia 200 policiais do Bope. Ainda de acordo com Caldas, não foram índios que atearam fogo na oca, mas militantes.
Por volta das 12h20, as ruas ao redor do antigo Museu do Índio pareciam uma praça de guerra. Manifestantes com pedras, paus e faixas tentavam fechar algumas das vias.
A todo momento era possível ouvir disparos feitos por policiais do Batalhão de Choque. Manifestantes foram detidos.
A ação foi acompanhada pelo deputado Marcelo Freixo, que criticou a atuação da PM. "De repente você tem tiro para cima, spray de pimenta nos parlamentares, no promotor, no defensor público. Não é possível dizer que é necessário. Mesmo que alguns resistissem era possível que eles fossem retirados sem violência", declarou Freixo. "Nós vamos agir contra esse procedimento da polícia", afirmou.
O defensor público federal Daniel Macedo, que representa os índios, criticou a entrada da PM no antigo museu. Para Macedo, os policiais do Batalhão de Choque agiram de maneira truculenta. “Foi uma arbitrariedade. Não precisava disso, eles [os índios] já estavam prestes a sair. Apenas um pequeno grupo permanecia no prédio. Eles me pediram 10 minutos para fazer uma dança de despedida, quando os PMs entraram. Vou analisar imagens e talvez entre com uma representação pedindo a responsabilidade da polícia.”
O major da PM Ivan Blaz afirmou que se houve truculência durante a desocupação do antigo Museu do Índio, será averiguado. “Ainda estamos em ação. Tudo vai ser verificado e apurado no seu momento. Por enquanto ainda estamos em operação. Peço a compreensão de todos para que a gente possa liberar a via para que milhões de pessoas possam voltar às suas rotinas”, declarou.
Detidos e feridos
Entre os manifestantes havia estudantes, integrantes de grupos sociais e até ativistas do Femen. Uma delas, de seios de fora, foi detida pouco antes da invasão. Revoltada, ela gritava "assassinos".
Índios colocam fogo em oca que fica no terreno do antigo Museu do Índio. (Foto: Reprodução / TV Globo)Índios colocaram fogo em oca que fica no terreno do antigo Museu do Índio. (Foto: Reprodução / TV Globo)
Mais cedo, o advogado Arão da Providência, que diz ser irmão de um dos índios que vivem no prédio, pulou o muro para falar com os indígenas. Ele foi repreendido por policiais militares do Batalhão de Choque, contido com uso de força e levado para o camburão. A manifestante Mônica Bello também foi detida após discutir com os PMs.
O fotógrafo do jornal "O Globo" Pablo Jacob foi atingido na perna por granada de efeito moral.
Entenda o caso
A polêmica sobre o destino do espaço começou em outubro de 2012, quando o governo do estado anunciou mudanças no entorno do Maracanã, para que o estádio pudesse receber a Copa das Confederações, em 2013, a Copa do Mundo, em 2014, e a Olimpíada, em 2016.
Pelo projeto da Casa Civil, o Maracanã seria transferido para a iniciativa privada, que deveria construir um estacionamento, um centro comercial e áreas para saída do público. Para isso, alguns prédios ao redor do estádio deveriam ser demolidos, entre eles o casarão do antigo Museu do Índio, que funcionou no local de 1910 até 1978.
O edifício com área de cerca de 1600 m² está desativado há 34 anos. O grupo de indígenas que ocupa o prédio – e deu ao museu o nome de Aldeia Maracanã – está no local desde 2006.
Esse ano, no entanto, a 8ª Vara Federal Cível do Rio de Janeiro concedeu imissão de posse em favor do governo estadual. Os índios foram notificados em 15 de março.
Os pertences dos índios que ocupavam o antigo museu, no Maracanã, foram retirados por volta de 13h10. (Foto: Alba Valéria Mendonça / G1)Os pertences dos índios que ocupavam o antigo museu, no Maracanã, foram retirados por volta de 13h10. (Foto: Alba Valéria Mendonça / G1)
 Alba Valéria Mendonça, Isabela Marinho e João Bandeira de Mello


  

sexta-feira, 8 de março de 2013

Pesquisadores da UFF vão à Antártica para estudar mudanças climáticas e ambientais na região

  Uma expedição para a Antártica partiu em 3 de março a fim de realizar pesquisas na Península Fildes, na Ilha Rei George, com o objetivo de verificar o estoque e a emissão de gás carbônico (CO2) em lagos da região e monitorar o recuo das geleiras, provocado pelo degelo, e sua relação com o aumento de temperatura no local (elevação de 3º Celsius nos últimos 50 anos).  Além disso, serão monitorados os sedimentos enviados para o ambiente marinho em decorrência da retração das geleiras.  Tal pesquisa é de extrema importância porque as alterações climáticas no continente antártico influenciam diretamente nas mudanças de temperatura e na incidência de chuvas na América do Sul e, por conseqüência, no Brasil, o sétimo país mais próximo da Antártica.

  A equipe de pesquisadores que foi enviada à Ilha Rei George conta com a participação dos professores Rosemary Vieira, coordenadora do projeto, e Humberto Marotta Ribeiro, ambos do Laboratório de Processos Sedimentares e Ambientais (Lapsa), do Instituto de Geociências da UFF.  Também integrando o grupo estão a pesquisadora Kátia Kellem da Rosa e os estudantes Enoil de Souza Junior e Carolina Lorenz Simões, do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

  O transporte dos pesquisadores até a Antártica ficou a cargo da Operação Antártica XXXI, ligada ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar), sendo realizado por avião da Força Aérea Brasileira (FAB).  Os pesquisadores da UFF embarcaram no aeroporto do Galeão, na cidade do Rio de Janeiro, enquanto que os integrantes gaúchos fizeram o embarque em Pelotas, seguindo todos para Punta Arenas, no Chile.  Chegando lá terão que aguardar condições meteorológicas favoráveis para a travessia da Passagem de Drake.

  Em decorrência do incêndio ocorrido na Estação Antártica Comandante Ferraz em fevereiro de 2012, os pesquisadores brasileiros ficarão hospedados na estação chilena de Escudero, na Península Fildes, até o fim de março.  O Chile também oferecerá apoio no deslocamento e nas tarefas de campo ao longo da península.  Esta parceria é fruto de um acordo de cooperação científica firmado entre Brasil e Chile enquanto o governo brasileiro estiver reconstruindo sua estação.

  O trabalho de pesquisa recebe apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera.  A logística, além de contar com a ajuda do Proantar, recebe auxílio do Instituto Antártico Chileno (Inach).

Fonte: Jornal eletrônico da Universidade Federal Fluminense -  www.noticias.uff.br

Holocausto: pesquisa indica três vezes mais vítimas

  O Holocausto Memorial Museum, de Washington, através do projeto "Enciclopédia dos Campos e Guetos" está pesquisando outros locais, além dos já conhecidos, onde o nazismo também levou a cabo os seus planos de extermínio.   O resultado preliminar é impressionante: 30.000 campos de trabalhos forçados, 1150 guetos de judeus, 980 campos de concentração, 500 bordéis de prostituição forçada e milhares de centros destinados à prática da eutanásia a pessoas dementes e a abortos forçados.   No total, entre 15 e 20 milhões de pessoas morreram ou estiveram detidas nesses centros, em sua maioria judeus.

  Os números têm diversas consequências. Uma é a constatação de que dificilmente a população alemã podia ignorar o que acontecia.  Em Berlim, por exemplo, os investigadores documentaram cerca de 3.000 campos e "casas judias" onde se concentravam os prisioneiros antes da sua deportação.  Segundo Martin Dean, editor do novo volume da Enciclopédia, "não se podia ir a nenhum lado na Alemanha sem nos depararmos com campos de trabalhos forçados, campos de prisioneiros de guerra ou campos de concentração.  Estavam em todo o lado".  Por isso, ele insiste que "não são sustentáveis as alegações de muitos alemães de que não tinham conhecimento do que se estava a passar com os seus vizinhos judeus".  Outra conclusão: pode aumentar o número de famílias das vítimas que vão pedir indenização.

Fonte: email enviado por Jornal Alef

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Amazônia: pedido de ajuda

Uma mega-empresa de petróleo está tentando transformar a mais primitiva floresta tropical no coração do Equador em um campo de petróleo. A tribo Kichwa de Sani Isla está resistindo com coragem e acabaram de nos pedir ajuda para salvar suas terras. 

A comunidade assinou um compromisso de nunca vender suas terras, onde onças vagueiam e um único hectare pode conter mais diversidade animal do que em toda a América do Norte! Mas o governo do Equador está tentando comprá-los para oferecer 4 milhões de hectares da Amazônia para grandes petrolíferas. O presidente Correa está numa batalha eleitoral neste momento e tem uma reputação de respeito ao meio ambiente e aos povos indígenas. Se pudermos fazer esse assunto vazar globalmente e tornar a proteção da Amazônia uma questão eleitoral, poderemos impedir essa corrida do petróleo. 

Até agora a comunidade corajosamente se manteve firme, mas os petroleiros podem chegar com seus equipamentos de perfuração a qualquer momento. Os Kichwa estão apelando por nossa ajuda para salvar a Amazônia. Assine esta petição agora e compartilhe amplamente. Se 1 milhão de pessoas assinarem, vamos criar uma tempestade de mídia que forçará Correa a dar um passo atrás: 

http://www.avaaz.org/po/oil_in_the_amazon_global/?bfnAEdb&v=21330 

Depois da Texaco e outras empresas de petróleo terem poluído as águas do Equador e devastado ecossistemas preciosos de maneira irreversível, Correa conduziu o Equador a ser o primeiro país do mundo a reconhecer os direitos da "Mãe Terra" em sua Constituição. Ele anunciou que o Equador não estava à venda, e no Parque Nacional Yasuni, promoveu uma iniciativa inovadora, onde outros governos pagam ao Equador para manter o petróleo no solo protegendo a floresta ao invés de destruí-la. Mas agora ele está prestes a se vender. 

De modo chocante, a terra Kichwa está, em parte, no Parque Nacional Yasuni. Mas, ainda mais chocante é o grande plano de Correa: dentro de alguns dias funcionários do governo começarão uma turnê mundial para oferecer aos investidores estrangeiros o direito de perfurar em uma área de 4 milhões de hectares de floresta (maior que a Holanda!). O Equador, como qualquer país, pode argumentar que tem o direito de lucrar com seus recursos naturais, mas a própria Constituição diz que deve-se respeitar os direitos indígenas e suas incríveis florestas, que rendem milhões de dólares em turismo a cada ano. 

Neste momento, Correa está em uma dura batalha para ganhar seu segundo mandato como presidente. É o momento perfeito para fazê-lo honrar suas promessas ambientais e fazer essa Constituição verde se tornar realidade. Assine agora para apoiar o povo Kichwa e salvar sua floresta: 

http://www.avaaz.org/po/oil_in_the_amazon_global/?bfnAEdb&v=21330 

Nossa comunidade tem lutado ano após ano para proteger a Amazônia no Brasil e na Bolívia, e obteve muitas vitórias apoiando as comunidades indígenas. Agora é a vez do Equador: vamos responder a este apelo urgente e salvar a floresta. 

Com esperança e determinação, 

Alex, Pedro, Alice, Laura, Marie, Ricken, Taylor, Morgan e toda a equipe da Avaaz 

Mais informações: 

Equador revive conflito sobre exploração de petróleo na Amazônia (BBC)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/12/121209_petroleo_amazonia_equador_rw.shtml 

Equador licitará novas áreas petrolíferas na Amazônia (Exame)
http://exame.abril.com.br/economia/noticias/equador-licitara-novas-areas-petroliferas-na-amazonia 

Chevron é multada em US$ 19 bilhões no Equador (Veja)
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/chevron-e-multada-em-us-19-bilhoes-no-equador 

Tribo equatoriana recebe indulto de intrusão de óleo (The Guardian) (em inglês)
http://www.guardian.co.uk/environment/2013/jan/17/indigenous-ecuadorian-tribe-oil-intrusion 

Equador adota direitos da natureza em Constituição (Rights of Nature) (em inglês)
http://therightsofnature.org/ecuador-rights/ 

Fonte: email enviado por Avaaz.org.